quinta-feira, 28 de maio de 2015

Design de Interiores instrumento de humanização


Muito já se falou sobre reformas de ambientes e adaptações em espaços de convivência, sejam eles residenciais ou comerciais, sem ao menos dar o devido valor à humanização, isto é, espaços que proporcionem qualidade de vida, bem estar, aumentando as relações de convivência humana. Não só satisfazendo, de acordo com seus usuários, determinados aspectos estéticos ou idéias de beleza, mas envolvendo também valores sociais e culturais, desenvolvimentos tecnológicos, aspectos psicológicos e ambientais, que os tornem mais “humanos”, possibilitando a convivência de forma plena.
                                       

Estes conceitos estão intimamente relacionados com a concepção dos espaços e a dimensão humana. Muitas destas “mudanças” ou reformas de ambientes adotam valores pré-concebidos das relações humanas, e continuam a definir espaços aplicando “moldes pré-concebidos”, sem mesmo questionar sua influência e domínio na vida das pessoas que ali desenvolvem suas atividades, sejam elas de trabalho, lazer ou descanso. As reais necessidades individuais, hábitos específicos, aspectos culturais e sociais destas pessoas, são simplesmente descartados, para dar lugar a uma “fórmula pronta de ambiente”. Muitas vezes um ambiente personalizado é interpretado apenas em um patamar meramente estético; não correspondendo satisfatoriamente com um modo de vida singular, os hábitos e aspectos sociais específicos; não levando em conta o bem estar ou a convivência das pessoas. Nestes casos, a aparência é levada como o principio e o fim da concepção espacial. O estético não deveria ser determinante.

É tempo de repensar e conceber os locais de convívio do homem em função de valores sociais e culturais, necessidades e hábitos específicos. Uma grande parte dos intelectuais de nossa época, defendem a idéia de que a humanização do design tem de ser a missão fundamental da Arquitetura no século XXI.


O ambiente é uma extensão do ser humano na sua forma de habitar, trabalhar, conviver e viver. Sob esta ótica, não meramente estética, pessoa e ambiente são unos e, portanto, não podem ser pensados separadamente. Os projetos arquitetônicos e de design de interiores precisam levar em consideração a vida humana. Estes projetos devem propor simultaneamente noções de funcionalidade, estética e conforto (térmico, acústico, luminotécnico, ergométrico, tátil, etc).

                              

Exemplificando de forma simples, quem não conhece aquele projeto que propõe uma sala de jantar que é raramente utilizada, em uma área generosa da residência, enquanto a família se “espreme” em uma sala intima, para ver diariamente seu programa favorito. 
Adota-se muitas vezes, sem a menor hesitação, um “molde pré-concebido”, sem se quer pensar, se a sala de jantar pode continuar desfrutando de tamanha dimensão em relação aos demais ambientes, ou ter prioridade em relação aos hábitos da família em questão.

Durante sua história moderna, o homem foi levado a crer que a chave “do bem estar” estava nas reformas exteriores. A conseqüência desta ênfase exagerada no exterior foi a negligencia - até o esquecimento total - das atividades interiores do homem, da necessidade de refrear algumas ações mentais e estimular outras. A tarefa mais premente do homem, hoje, é a valorização da vida e do convívio humano. Precisamos de um novo estágio do pensamento, um modelo baseado em princípios de humanização.

                               

Atualmente percebemos que não são muitos, os projetos que se revelam “de dentro para fora”; priorizando essas noções relacionadas à qualidade de vida e bem estar do homem; abordadas aqui de forma sintética. Nelas devemos basear a concepção de projetos; em princípios básicos do ser humano, com a naturalidade que nos protege da artificialidade.


( Texto de Paulo Merino, retirado do site: http://www.abra.com.br/ )

sábado, 3 de agosto de 2013

Cozinha da vovó

Vamos tomar um café e comer aquele bolo fofo da vovó?



Cozinha costuma ser o centro das atenções das casas de família. Quem nunca amou a cozinha da vovó? O cheirinho de café, o bolo de fubá ou cenoura... Pelo menos para mim, em minhas maiores lembranças da infância, me vejo sentada na mesa da vovó, ou em algum canto da maior e melhor cozinha da minha vida.

Lembranças à parte, quem não ama uma cozinha inspiradora?
Cores, materiais, iluminação... Todos os pontos importantes para qualquer ambiente da casa também se aplicam e caem super bem na receita de uma cozinha linda!
E hoje, o vintage, o retrô, ou o "estilo da vovó", ganham destaque aqui no MP DECORA.






Cores suaves e delicadas permitem a permanência por mais tempo no ambiente, sem que a visão se canse. Objetos à mostra facilitam o acesso e o uso, e também viram objeto de decoração. 





Cores que estimulam a criatividade e a disposição também contam na hora de cozinhar!
O mix de materiais e modelos de mobília dão ar descontraído na hora de reunir a família. Eu amo!


Idéia linda: quadro negro. Para receitas, prato do dia e recadinhos de amor.


Hortinhas para o tempero de família. E o bacana é o reaproveitamento de materiais. Reuse. ;)


Iluminação aconchegante para a mesa, e boa claridade para quem cozinha.


Prepare a mesa, convide a família e vamos cozinhar!! Huuuum...














quarta-feira, 26 de junho de 2013

Vamos nos sentar?

Agora que você já entrou, já passou pela porta que divide o "lado de dentro" e o "lado de fora" da nossa casa, do meu cantinho, sente-se... Vou te contar uma historinha!


As cadeiras falam. Isso mesmo, não estou ficando doida, e nem você leu errado. As cadeiras dizem muito!
Ícones da decoração, o assento sempre foi quem falou mais alto, quem mais apareceu, e quem mais foi desejado.
O nível social, o nível hierárquico, a personalidade, sempre foram, e ainda são, representados pelo assento que você possui. Claro, algumas exceções existem. Há quem faça economias por anos -ou parcele por anos- para poder ter a poltrona ou cadeira mais cara do momento. Isso, de fato, não a inclui em um nível financeiro elevado, mas já diz que é uma pessoa antenada na decór. E ser antenado é muito mais legal que pertencer à classe alta.
Cadeira da vovó
Quem nunca se aventurou em se balançar na cadeira da vovó? A sensação do ventinho no rosto, quando pequena, talvez tenha sido minha maior aventura.

Poltrona de amamentação
Ainda não tive a oportunidade de usá-la, mas é difícil vermos um quartinho de bebê sem que ela esteja presente. Daí já sabemos da sua importância. Note como em todas você verá braços acolchoados. O foco é o conforto.


Luis XV
Pesquise na internet sobre Luis XV e veja como em todas as suas "fotografias" ele aparece ao lado de poltronas e cadeiras pomposas. Lembram de quando disse que os assentos representam quem você é? Era dessa forma que os reis e poderosos se exibiam: com suas cadeiras enormes, banhadas a ouro, com tecidos riquíssimos.
Este modelo é um ícone, e até hoje vem sendo inspiração para novas criações:






 Cores, materiais e tecidos vão renovando o ar da tradicionalíssima e desejadíssima Luis XV.
Cadeira de acrílico
Notem como o modelo desta cadeira feita de acrílico se assemelha às adaptações que a Luis XV passou ao longo do tempo. Em dias modernos como os de hoje, o acrílico virou o foco dos assentos. A procura por eles é enorme, apesar de o preço não facilitar muito. O ar de leveza e modernidade que elas transmitem se encaixam em qualquer ambiente.
Eiffel



Eiffel, que os pés se assemelham à torre. Formiga, que sua forma lembra o inseto. Medemoseille, que mescla acrílico e estofado. Entre tantos outros modelos existentes.
Vermelha
Os irmãos Campana merecem um post todinho deles. A criatividade, a sustentabilidade, o inusitado, a ousadia...essas e tantas outras características os tornaram os brasileiros mais famosos do mundo, no quesito Design de Móveis. Esta acima é toda feita com corda que trança sua estrutura metálica.


Da linha Sushi

Favela

Eles, de fato, merecem o reconhecimento que ganharam na área.


Não sei se notaram, mas cada cadeira tem um nome que a define por modelo. Mais uma característica que reforça a importância dela na decoração. Não chegamos na loja e pedimos pelo tapete tal ou qual. Também não é assim com as mesas, nem com cortinas, camas, criados, etc. Mas os assentos são tão especiais, que cada um ganha um nome que o define.

Para conhecer melhor essas e todas as outras, se inspirar, e identificar cada uma pelo seu nome, recomendo um livro que é minha paixão: 1000 chairs.



MEU DESEJO:
Poltrona Proust Geométrica - Capellini



sexta-feira, 7 de junho de 2013

Entre sem bater, a casa é nossa!

Sintam-se acolhidos, em casa. Tirem os sapatos, pulem no sofa, voltem à infância. Relaxem. Curtam!!


Sensações são indiscutivelmente a alma da decoração. Pensando em um ambiente, qual a primeira impressão queremos causar? O que queremos sentir entrando ou estando nele?
Já pensou em qual sensação a porta de entrada pode transmitir? A primeira vista, a primeira impressão, aquilo que, antes de qualquer coisa, enxergamos é muito mais importante do que parece!

Na intenção de acolher cada visitante e leitor, a porta de entrada é, e sempre será, serventia da nossa casa.
O blog está nascendo, e eu, inspirada em Alice, torço para que a "mini porta" surpreenda e nos leve a uma viagem de sensações incríveis!



















Entre sem bater, fique à vontade. A porta está aberta, e a casa é nossa!